sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Registrar instantes

Escrever algo não vinculado ao mestrado é um desafio. Mas, ontem, fui tomada por um desses sentimentos de quem escreve pra registrar algo, em algum lugar, que possa ser acessado mais tarde. Se eu não tivesse um blog, seria um diário, um caderno, meios de sentir de novo a sensação de um instante.

Ser mãe às vezes acontece, comigo foram duas vezes: uma inesperada, a outra um pouco pensada. Ser mãe pode ser projeto de vida ou até mesmo um anti-projeto. O papel da mãe contemporânea é também um ofício, dentre tantos outros exercidos pela mulher, no entanto não há ganhos financeiros, há a possibilidade de outros bens, que adjetivo como eternos.

Um deles vivenciei na manhã de ontem. Algumas palminhas desajeitadas do Luiz Antônio, com oito meses, seguidas de um tchau: mão aberta para o alto e pronto, é um tchau.

Balbucios como “mama” também encantam, mesmo não tendo a certeza de que são sinônimo do tão esperado mamãe.

Os cinco minutos de redação destas linhas são uma vitória do pensamento, por vezes interrompido por uma fralda a trocar, um choro faminto ou um projeto quase pronto.

Estou convicta que a vida é mesmo feita de momentos. Não quero esquecer o rosto do bebê feliz por alcançar as palminhas de ontem. Ufa! Registro feito!